sábado, 24 de março de 2012
Capítulo 7: Do fim do terceiro dia e da solicitação de auxílio a Jah Biroba
Após o choque inicial, a euforia em torno de Bri’o’Cu havia acalmado um pouco. Mas não muito, afinal havia uma cabeça humanoide-felina no traseiro de Sinsalabim. Ainda mais, a irritação pelo fato do rakshasa não calar a boca começava a ser maior que o desconforto de sua localização. Mas foi justamente pelo fato de Bri’o’Cu falar sem parar que os aventureiros logo ficaram a par da maldição do Anel do Endo e dos três dias para o seu exílio terminar. Aliás, o tempo se escoava rapidamente: faltavam apenas algumas horas para cessar o efeito do Anel sobre Bri’o’Cu.
- Devemos retornar a caçada à Eutoku assim que nascer o dia. Ele deve querer escapar da ilha assim que puder. – comentou Mur, fincando um espeto de manjobitchas perto do fogo. – Sinsalabim, espero que essa coisa aí não demore muit...
- Não te preocupes, meu bigodudo amigo – interrompeu Bri’o’Cu – a minha liberdade virá rapidamente! Aliás, vocês já podem se despedir do gurizão aqui... Tchau Sinsalabim... foi um prazer! Hahaha... nós realmente tivemos bons momentos, não?
- Sim, foram ótim... Cuméquié?!?!?!?! – espantou-se Sinsalabim.
- Putz, deixa de ser trouxa Sinsalabim... – redarguiu o raksasha. - Você realmente achou que eu ia sair tranquilamente desse lugar aqui, meio... constrangedor... e você ficaria ileso, na boa? O que provavelmente vai acontecer é que... bem... opa, Mur, tava pensando em liderar o seu grupo, pode ser?
- Vai se fo...
- Peraí! – interpelou Sinsalabim. – Não estou a fim de ser obliterado ou sei lá o quê! E se eu te empurrar de volta? É só dar uma boa sentada naquela pedra.
- O processo não tem volta depois de iniciado. Eu vou sair de qualquer jeito, não importa em que estado. Relaxa, Sinsalaba!!! – exclamou Bri’o’Cu.
Sinsalabim ficou congelado de horror. Seria esse o seu fim? Um otário falastrão iria sair pela sua porta dos fundos e tudo iria se acabar?
- Se pelo menos eu ainda tivesse o meu comunicador mágico... – lamentou-se Difarola, que o havia perdido no castelo.
- Pois é... eu também... – lastimou-se Mur, refletindo sobre o minúsculo artefato que insistia em não ser evacuado. – Se conseguíssemos achar nosso amigo, ele poderia ajudar.
A tristeza começou a se apoderar do grupo. Jah Biroba se encontrava um pouco afastado do fogo. Ninguém falava com ele e ele não falava com ninguém. Matutava sem parar sobre o seu próprio problema que se mostrava cada vez mais insolúvel.
Então, faltando duas horas para o fim do terceiro dia, todos ouviram uma risada sair do meio da floresta:
- Hiar hiar hiar... chefe você não vai acreditar no que eu fiz...
Todos se voltaram (menos Bri’o’Cu, por motivos óbvios) para a direção daquelas palavras e se depararam com um halfling muito idoso saindo do mato em direção à clareira, um sorriso estampado em seu rosto.
O sujeito não conseguiu prosseguir com seus dizeres, porque Mur Ronusrim, junto com Difarola Ceso, explodiu de alegria:
- Aí está você, seu velhote de uma figa! Hahahahaha! Finalmente, Cerel H’lepis! Já estava pensando que você tinha se explodido, se transformado em um suíno selvagem ou coisa parecida!
Alí estava o terceiro integrante do grupo: Cerel H’lepis. Quem o visse pela primeira vez, com seus cabelos brancos desgrenhados, sua roupa surrada e seu jeitão meio senil, talvez não acreditasse, mas o ancião halfling já fora outrora um poderoso e famoso feiticeiro, que teve músicas escritas sobre seus feitos. Agora, com seu passado de glórias misteriosamente para trás, ele integrava o grupo de Mur Ronusrim, cuja felicidade em revê-lo era justificada. A volta do companheiro por si só já era motivo de júbilo, mas havia ainda outra coisa: Cerel talvez tivesse os conhecimentos arcanos necessários para salvar Sinsalabim.
Mas o feiticeiro não deu muita atenção para as saudações. Ele estava orgulhoso demais do que havia feito:
- Hiar, Hiar... chefe, eu ateei fogo no barco de Eutóku! Apontei o dedo e BUM!!
Mur mal se continha com tantas boas novas:
- Maravilha! Imagino que cuidou de proteger nosso barco também, certo?
-Her...
- Cerel, nós atracamos nossa embarcação ao lado da caravela de Eutoku!
- Pois é... até pensei em lançar umas armadilhas protetoras, mas ia estragar a pintura...
O humor de Mur mudou rapidamente.
- Cacete! O que impede aquele cretino pegar nossa nau? Vamos ficar ilhados aqui!
- Pois é chefia...
- Gngngngng... Mur começou a salivar.
Sinsalabim estava na pior, sua dor piorara nos últimos minutos. Enquanto isso, em seu glúteo esquerdo, Bri’o’Cu se divertia. Jah Biroba não dava muita bola, pois verbalizava possíveis desculpas esfarrapadas para Pau Ladinha, como “Fui comprar charutos”, “Fui comprar cigarrilhas” e “Fui compra tabaco”.
Difarola intercedeu, acalmando o meio-elfo. O tempo de Sinsalabim estava acabando, e a guerreira rapidamente explicou para seu pequeno aliado o drama do nosso herói.
Felizmente, Cerel H’lepis demonstrou que conhecia um procedimento para alterar o alvo de uma evocação. Era uma mágica difícil, mas era a única saída de Sinsalabim. O grande aventureiro nem reagiu direito a essa oportunidade. O fim do terceiro dia se aproximava e ele se encontrava em estado de choque. O rakshasa não “curtiu” muito, pois temia possíveis efeitos colaterais da mágica.
Tudo foi feito às pressas. Colocaram Sinsalabim sobre um colcão de folhas. Ele estava na pior. A maldição profética que acometia o grandioso herói era extremamente antiga e poderosa. Dificilmente alguém conseguiria cuidar dela em tão pouco tempo. Mas Cerel H’lepis não se intimidou. Ele começou a proferir palavras em uma língua arcaica. Faltavam poucos minutos. Cerel parou de repente: “Não é esse o idioma correto... hiar, hiar...” disse baixinho para sim mesmo, constrangido. O halfling escolheu outra língua arcaica. Após alguns momentos ele parou novamente: “essa é muito bizarra”.
Faltavam 5 minutos. O traseiro de Sinsalabim brilhava intensamente. Cerel já estava no quinto dialeto arcaico. Bri’o’Cu tentava se divertir falando besteiras nas mesmas línguas que o feiticeiro proferia, confundindo-o, só para encher o saco. Mur não se aguentou: enfiou a sola de sua bota no beiço do rakshasa.
- ESCOLHE A PORCARIA DESSA LÍNGUA, PÔ! PEGA QUALQUER UMA! FALA QUALQUER SOM IDIOTA AÍ! SEI LÁ... WAKA WAKA TCHACA TCHACA TCHUM TCHANS!
- Essa é perfeita, chefia! – Cerel falou entusiasmado. Imediatamente começou a falar naquela língua há muito tempo esquecida. Fazia gestos estranhos. Tossia e escarrava regularmente (era de propósito ou não?). Finalmente, com uma mão, Cerel conjurou um poderoso raio de energia sobre Sinsalabim, e um segundo feixe de luz sobre um lago próximo.
Fim do terceiro dia.
Parecia que um torpedo havia explodido no lago. Em meio aos jatos de água que subiam, era possível ver um ser humanóide sendo ejetado bruscamente para fora do lago. Era Bri’o’Cu, que já estava há cerca de 15 metros do chão. Ele aterrissou suavemente em cima de uma pedra e ficou inconsciente.
Sinsalabim ainda se encontrava no bagaço, mas estava a salvo. Houve uma grande euforia, até Jah Biroba cumprimentou Cerel H’lepis. Bri’o’Cu foi amarrado e o grupo finalmente começou a discutir os seus próximos passos.
- Agora precisamos encontrar Eutoku Utérror o mais rápido possível! O problema é que vamos demorar muito nesse mato fechado – comentou Difarola.
- Sim, sim... demorei dois dias para chegar aqui... – lembrou Cerel.
- Precisamos de alguém que conheça perfeitamente a região! Mas onde vamos encontrar tal sujeito? ONDE? – gritou Mur.
Então os três quase que instantaneamente olharam para Jah Biroba. Ele retomara seus exercícios mentais, buscando alternativas para aplacar a fúria de Pau Ladinha.
- Jah Birobinha velho de guerra... chega mais... – convidou Mur.
O senhor da floresta parou com suas divagações e olhou estranhamente para o grupo. Mur continuou, indo na direção do ent.
- Putz, mas que galhos marombados que você tem! Você anda malhando, né? Hahahaha... E esse bronze? Só na prainha, hein? E esse musgo aqui? Que brilho intenso! Preciso disso para meu bigode! Você utiliza algum produto?
- Esterco de cupim atroz selvagem – murmurou Jah, não entendendo direito as pretensões do meio-elfo.
- Esterco de cup... fascinante. Pois é amigão... sabe, nós precisamos chegar do outro lado da ilha, mas estamos com um tantinho assim de pressa... e você é o dono do pedaço e...
- O quê?! – urrou Jah Biroba. – Tenho cara de batedor fuleiro ou coisa assim?! EU SOU O SENHOR DA FLORESTA! NUNCA IREI ME REBAIXAR A PONTO DE FICAR CONDUZINDO UM BANDO DE FORASTEIROS COMO VOCÊS!
- Sem dúvida... mas sabe, uma mão lava à outra... poderíamos ajudar você com seus problemas e você faz o mesmo com a gente.
- INSOLEN... hmmmm... peraí... você tem alguns cigarros aí? Só para poder dizer que eu fui comprá-los e tal... preciso falar algo para minha patroa.
- Peraí... e se colocássemos uns dentes postiços na história? Ficaria melhor e...
Então, começou uma discussão acalorada entre o ent e os três caçadores de recompensas. Sinsalabim estava fraco, mas consciente, e acompanhava apalermado as mais esdrúxulas desculpas que eram proferidas. Até que ele ouviu vozes no mato. Provavelmente ele teria avisado os outros, mas não teve medo porque ele reconheceu quem era.
Uma coisa rara então aconteceu: Sinsalabim teve uma ideia (possivelmente boa). Levantou-se e foi em direção aos sons. Ninguém notou sua saída, pois estavam muito empolgados procurando respostas para o drama de Jah Biroba.
Até que, em questão de minutos, Sinsalabim retornou. Chamou a atenção de todos.
- Olha quem eu achei! A solução de Jah Biroba!
Logo atrás de Sinsalabim se encontrava a bandinha de cordas e sopro contratada por Utérror, que havia se perdido no meio da floresta.
- E o que você espera que façamos com esses sujeitos? – redarguiu Difarola.
- Uma serenata! – Disse triunfalmente nosso herói.
A proposta pegou todos de surpresa. Na realidade, era melhor que todos os planos que haviam bolado até então. Jah Biroba enfim cortou o silêncio.
- Hmmm... vocês sabem alguma canção sobre comprar cigarros e...
- Senhor, nós somos músicos extremamente capazes. – Disse um dos integrantes da trupe. – Vou até mais longe, e digo que somos os maiores artistas dessa ilha desabitada! Por isso....
O menestrel foi interrompido por Mur Ronusrim.
- Isso pode funcionar! Vamos parar de enrolar e ir logo à morada de Pau Ladinha!
- Não! – cortou Jah Biroba. – Vocês quatro ficarão aqui. De repente precisarei cantar e sou meio tímido... nem a pau terei uma plateia maior do que o necessário. Só irá a bandinha e eu. Retornaremos ao amanhecer.
E assim aconteceu. O grupo não conseguiu dormir direito, tamanha a apreensão. Chegou o amanhecer, e Jah Biroba podia chegar a qualquer momento.
Qual será o resultado da serenata? Terá Jah Biroba se transformado em um bardo latino? O ent ajudará o grupo de aventureiros? E o que fará Bri’o’Cu, que apesar de amarrado, está livre do seu exílio?
quinta-feira, 15 de março de 2012
Capítulo 6: Do inicio do terceiro dia, da teimosia de Sinsalabim e da cabeça sem corpo
A queda inesperada de Jah Biroba não só feriu alguns soldados como também o próprio Eutoku Utérror, que achou melhor retirar-se para planejar melhor suas defesa, como também criou um belo teto solar no salão de armas.
Mur Ronusrim fazia jus ao seu bigode de justiceiro e confrontava ferozmente três soldados inimigos. Um rápido ataque de um deles o fez recuar enquanto os outros dois realizaram uma estocada contra o guerreiro. "estes ae, não fazem parte da tal Companhia de Capangas." pensou Mur, enquanto bloqueava um dos golpes com sua espada e era ferido no braço pelo outro. Irritado, coçou o bigode enquanto aguardava os soldados se reposicionarem, e desta vez ele que partiu pro ataque.
Difarola Ceso que já era também uma guerreira experiente, não assustou-se com a queda inesperada da arvore no meio do salão, e rapidamente esgueirou-se até as estandes de armas. Olhou alguns segundos pra opções disponíveis: arcos, machados, espadas, glaives e uma lança curta belísima, pretegida por uma redoma de vidro com os dizeres em vermelho fontes 50 "NÃO TOQUE". Difarola era inteligente o suficiente para resistir a tentação e acabou escolhendo um machado de execução. A cena seria cômica se não fosse assustadora. O machado era gigantesco em comparação ao corpo de Difarola, mas ainda assim ela o movimentava com maestria derrotando rapidamente os soldados que ousavam aproximar-se.
A bandinha de cordas e sopro, também não era novata e não deixaram intimidar-se pelas cenas que viam. Dois soldados feridos, foram arremassados em direção a banda que magistralmente desviaram-se enquanto entravam em uma estrofe da música "...assim seguiu a tosquiação. NÃO! PASMEM! NÃO! não era uma ovelha não..."
Jah Biroba usava todo seu conhecimento de arvore centenária para manter-se primorosamente estático. Sentia perninhas correndo por cima dele, corpos que eram arremesados contra seu tronco e ainda assim Biroba nem mexia. Sabia que qualquer movimento poderia atrair a atenção de Pau Ladinha e ai sim ele corria um sério risco de nunca mais voltar a mexer.
Sinsalabim não queria ser o único ali na sala sem demonstrar suas habilidades, então resolveu fazer o que sabia melhor. Inigualavelmente.......escondeu embaixo de uma mesa. "que heróizinho mequetrefe você, hein?" caçoava uma voz que parecia sair de dentro do próprio Sinsalabim. Sinsalabim olhou ao seu redor para ver se encontrava o dono da voz, mas não a localizou. "para com esta covardia e vira de uma vez um homenzinho", continuava a voz a atormentar Sinslabim. "se você não fizer nada provavelmente os dois ali vão morrer, faça as contas são 15 contra 2." Sinsalabim, parou e pensou levantou-se da mesa e respondeu "7 e meio".
"Ai que burro.....olha aqui o Sinsalabim, faz o seguinte: corre até as armas ali no canto pega uma legal e depois parte pro combate, ok?" Tentou mais uma vez a voz.
" Mas eu não sei combater"
"Depois a gente resolve isto....que que está esperando, já pegou alguma arma?"
Muito contrariado, Sinsalabim sorrateiramente foi até a estande e viu enquanto Difarola, pegava seu machado. "Não precisa ser nada ssim tão brutal, né?" Sem ouvir resposta olhou para as opções e não deixar de admirar a beleza de uma lança curta que estva em um pedestal no alto. Sem pensar duas vezes Sinsalabim quebrou o vidro que a protegia sem nem mesmo ler o aviso que estava escrito em letras garrafais. Tão logo quebrou o vidro, de algum lugar da parede um raio surgiu e atravessou Sinsalabim que gritava de dor. A magia nem era tão poderosa mas Sinsalabim tinha este pessímo habito de gostar de gritar.
Quando se recuperou da dor Sinsalabim estava de frente para a lança, porém no próprio ar surgiam algumas palavras que desta vez ele as percebeu. "NÃO HAVERÁ MAIS UMA CHANCE, TOQUE A LANÇA E NÃO SOBREVIVERÁS" Sinsabim estremeceu e estava próximo de pegar uma pequena faquinha, quando novamente escutou a voz que agora parecia mais próxima. "Não se deixe enganar Sinsalabim, a magia de defesa já era. Agora é só correr pro abraço."
Animado pelas palavras do além, Sinsalabim não teve dúvidas e tacou a mão na lança. Tão logo seu dedo a enconstou dois jatos de fogo azul sairam do pedestal em direção ao herói. Sinsalabim sentiu como se todo o seu corpo queimasse intensamente, os gritos que ele dava desta vez não eram exagerados. Depois de alguns minutos de agonia, Sinsalabim foi despertado pelo barulho de dois corpos arremesados contra a banda e o verso que eles cantavam vigorosamente, a dor passou e ele percebeu que não estava machucado de verdade.
"Pare de chorar, era apenas uma magia de ilusão, vamos Sinsalabim toque nesta lança." a voz que desta vez era totalmente clara e audível.
"Não quero."
"Toque nela seu vagabundo"
"Não por favor, eu não quero morrer." choramingava Sinsalabim.
"Se você não toca-la os seus companheiros vão morrer e depois vai ser você que vai morrer. Então pegue esta maldita lança."
" Tá bom." desistiu Sinslabim, enquanto seus dedos iam em direção a lança novamente. E uma nova mensagem surgiu na sua frente. "VOCÊ É RETARDADO POR ACASO? TU QUER MORRER NÉ? TU TÁ PEDINDO MACHÃO. VAI LÁ PEGA. E OLHA O QUE TE ACONTECE."
"Foda-se" disse Sinsalabim ao retirar a lança, já preparado para sua morte. Porém nada aconteceu, ou assim ele pensou. Mas tão logo o alívio veio ele também foi. O chão da sala começou a tremer e quando Sinsalabim percebeu a sala estava diminuindo. O chão estava subindo, ou seja, todos seriam esmagados.
"O que eu fiz, o que foi que eu fiz?" chomaringou Sinsalabim, novamente escondido debaixo da mesa, mas a voz ainda não havia o abandonado. "É só você colocar alguma coisa no lugar da lança e provavelmente a armadilha pára."
"Provavelmente?"
"Eu também não sou onipresente, onipotente e onisciente"
"O que?"
"Deixa pra lá. Só faz o teste"
"o que eu vou colocar no lugar desta lança? Tem que ser algo como um bastão? Uma vassoura? Ou quem sabe um...." Sinsalabim parou, e descobriu a solução para seu problema. Um galho de árvore. Tentando como todos na sala, manter-se em pé já que a sala ainda tremia e estava cada vez diminuindo mais, foi até a arvoré caida no chão, escolheu um belo galho de tamanho semelhante ao da lança e usando o joelho o quebrou com bastante dificuldade. Dez joelhadas foram necessarias para arrancar o galho. E rapidamente ele o colocou no pedestal no lugar da lança. O chão parou de tremer e retornou rapidamente para o lugar. E quando tirava a mão do galho Sinsalabim sentiu mais uma vez uma descarga elétrica percorrer o seu corpo. "TOMA QUE TE MANDARAM INFELIZ" era a mensagem que desaparecia no ar.
Recomposto Sinslabim estava de lança na mão e na outra um escudo adaptado usando o dente postiço de Jah Biroba, numa cena heróica, pronto para derrotar quem aparecesse em sua frente. E qual não foi sua surpresa quando percebeu que todos os inimigos já haviam sido derrotados. "Toda aquela dor, pra nada?" resmungava Sinsalabim enquanto caminhava junto de Mur e Difarola por cima da arvore, para fora da sala em direção ao corredor por onde fugiu Eutoku. Atras deles andava a banda que já havia guardado seus intrumentos e iam embora, visto que haviam recebido cachê para somente uma batalha. E lá no meio da sala, olhando para o céu pelo gigantesco buraco que ele mesmo havia feito, um ent divagava consigo mesmo. "Como eles iriam ser esmagados se tem um buraco gigante no teto?"
Depois de dormirem um pouco em alguma dependencia do forte, os aventureiros avançavam em direção ao confronto final com Eutoku Utérror. Havia sido Sinsalabim que descobriu aquelas dependencias, visto que se tinha alguma coisa em que era bom, era em descobrir locais para esconder-se.
"Parabens Sinsalas até que tu não é tão inútil como eu pensava" parabenizava Mur ao dar um tapa nas costas de Sinsalabim.
"Negativo. Ele é extremamente inutil." disse a voz que tanto havia incomodado Sinsalabim, e que agora estava extremamente próxima. Tão próxima que ele poderia jurar que estava na sua própria bunda. E qual não foi a sua surpresa ao olhar para sua nádega esquerda e ver grudada nela a cabeça de uma estranha criatura sorrindo para ele, ou o que ele achava que devia ser um sorriso. A cabeça era a de um tigre, com algumas caracteristicas humanas.
"Que merda é essa?" gritaram em uníssono Sinsalabim, Mur e Difarola.
"Merda não. Olha o respeito." rugiu a criatura que mesmo naquela comica posição ainda impunha muito medo. "Muito prazer me chamo Bri’o’Cu, senhor da Terra-Média, jurado inimigo da Ordem, ultimo dos Rakshasa." Declarou solenemente a cabeça.
Metade do terceiro dia.
E finalmente Bri’o’Cu dá suas caras, ou melhor sua cabeça? Sinsalabim aguentará a mais esta abominação? Será que Bri'o'Cu conheçe o Frodo? O que tramará Eutoku e que fim levou o último integrante do grupo de Mur? Esperaremos infinitamente por mais um post?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Capítulo 5: Do Segundo Dia e Da Incrível Invasão do Valhacouto de Eutoku Utérror
A pena para a tua insolência
Será 1000 anos de penitência
Que o exílio no desconhecido
Faça você refletir sobre a tempestade que nos tem acometido
Escrito encontrado em um encarte anexado ao “Manual do Churrasqueiro Alegre – Gold Edition”.
(A lenda diz que o encarte da edição Platinum vinha com gravuras, mas são apenas boatos).
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Se o Anel sair de Só-Tem-Pedreira, o tempo se escoará: três dias, dois alertas.
O primeiro aviso: a dor terrível, atormentando o portador como Bri’o’Cu atormentou a Ordem.
O segundo aviso: a luz de alerta, constrangendo o portador como Bri’o’Cu constrangeu a Ordem.
Escrito encontrado na porta da capunga de uma antiga taverna chamada “O Covil Inconvenientemente Secreto e Misterioso”.
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Sinsalabim e Mur tiveram dificuldades para encontrar um local apropriado para que pudessem recuperar as energias. Sinsalabim estava com o crânio quase moído depois da cabeçada que aplicou em Jah Biroba e, além disso, seus glúteos seguiam brilhando como fogos de artifício. Mur Ronusrim estava capenga também. A queda para ele não havia sido tão macia, pois o meio-elfo caiu direto em uma carroça oculta no feno.
Felizmente, conseguiram os trajes dos guardas, mas o estranho fenômeno que atingia a bunda de Sinsalabim atrapalhava tudo. Portanto, decidiram procurar o local mais reservado possível para descansar.
O forte era pequeno: se resumia a uma muralha que cercava um pequeno complexo, cujo principal edifício era um castelo, onde a torre servia de farol. Além disso, tudo parecia meio detonado, em ruínas. Apenas a muralha estava bem conservada. O reduto escolhido acabou sendo o estábulo local.
A sorte de Sinsalaba e Mur é que as chances de alguém encontrar eles por acaso era muito difícil. O motivo era a roupa sendo lavada no outro lado da muralha. A maioria da guarnição estava se entretendo vendo a acalorada discussão entre Jah Biroba e Pau Ladinha. Quer dizer... não era bem uma discussão, porque Jah ficava proferindo, com a voz mais suave que um ent pode utilizar, desculpas idiotas para Ladinha, enquanto esta rugia em profunda cólera (seu humor variava de forma espetacular).
O ambiente do estábulo era imundo, fedorento, nauseabundo. Apenas um cavalo povoava o estábulo. Mur jogou Sinsalabim em um monte de palha e logo em seguida tombou também, dizendo:
- Bem, a gente tem que dar um jeito nessa luz aí... se sairmos por aí, ela vai nos entregar no ato. E precisamos nos apressar, porque depois que recebi o sinal no meu comunicador mágico, não peidei mais nenhuma mensagem de meus companheiros. Eles podem estar em apuros!
Percebendo a gravidade e urgência da situação, Sinsalabim acionou as partes mais profundas de seu cérebro para bolar um plano espetacular que os fizessem sair dali em segurança:
- Será que poderíamos utilizar a bosta daquele pangaré como isolante da luz?
- Não...
- E se eu engatar aqui atrás aquele balde de ferro ali... a luz não teria por onde escapar!
- Não...
- E se eu entrar naquele caixote de ração, me ocultando totalmente, apenas fazendo um buraco na região dos fundilhos? Você poderia dizer que eu sou uma luminária moderna ou uma lanterna exótica.
- Não...
- E se apenas utilizarmos a desculpa que eu fui mordido por um vagalume radioativo e ganhei superpoderes?
- Você é doente?
- E se...
- Cale a boca.
Mur ficou preocupado. A cabeçada teria deixado sequelas naquele sujeito? Ou pior, ele era assim mesmo? Com aquela luz que vertia das calças de Simsalabim, todo o plano de furtividade de Ronusrim estava acabado. O jeito seria emplacar um ataque aberto.
Mas, de repente, o brilho cessou. Sem nenhuma explicação. Ambos não entenderam nada. Nem tentaram entender. Apenas descansaram mais um tempo e decidiram entrar no castelo.
Quando saíram para o pátio em direção a uma porta de acesso, conseguiram ouvir o embate entre o casal vegetal lá no lado de fora. Os guardas, povoando as ameias, gritavam fervorosamente, torcendo, apostando. Uns até tentavam ajudar Jah Biroba:
- Você foi comprar cigarros, não se lembra? – lembrou um, convenientemente.
- Calma madame, ele estaca procurando o dente postiço!! – gritava outro.
Sinsalabim e Mur se aproveitaram de tal distração e adentraram o castelo. Os disfarces ajudaram os dois a chegar ao topo do farol, onde imaginavam que encontrariam Eutoku Utérror. Mas lá encontraram apenas uma cela. Dentro dela, uma mulher.
- Difarola Ceso!! – Berrou Mur. – Você foi capturada!
A prisioneira pertencia ao grupo de Mur Ronusrim. Mas o meio-elfo bigodudo não teve tempo de soltar a aliada. Sua ação foi interrompida por uma voz:
- Alto lá! O que você pensa que está fazendo? – Disse um guarda, que saía das sombras com a lança em riste.
- Calma, chefia... Viemos alimentar a prisioneira... – blefou sabiamente o calculista Simsalabim, sacando a única coisa que encontrou no bolso. Ele prosseguiu: – ...com esta pedra besuntada com seiva de...
- Nunca vi vocês aqui... espera aí!! Ali no crachá de vocês está escrito “Chin Eludo” e “Grud Grud”. Vocês não são eles!
- Fomos desmascarados, Simsalabim... vamos lutar! – urrou Mur.
Nosso herói estava concentrado demais formulando seu embuste para se dar conta do ocorrido.
- ... Não se deixe enganar pelas aparências, amigo. Este raro tipo de pedra, quando ensopada com a seiva do Senhor da Floresta, fica uma delícia e... eu até vou morder para te mostrar.
- Espere um momento. Vocês são heróis-aventureiros-que-vieram-atrás-do-terrível-Eutoku-Utérror? – Nesse momento, o sujeito desmontou sua posição de guarda e jogou a lança no chão. – Não posso lutar com vocês. É inútil.
- Perdão? – indagou Mur.
- Creck!! – onomatopeizou a pedra.
- Ahhhh!!! – berrou de dor Sinsalabim, apenas agora se dando conta do comportamento pacífico do guarda.
- Vejam... De acordo com a minha Companhia de Guardas e Capangas da Costa Norte, onde eu trabalho, e que foi contratada por Eutoku, eu não preciso atacar sujeitos heróicos. Tipos como nós sempre perdemos para eles. Até porque, se vencêssemos, não teria aquele clímax com o chefe e tal... Então, vocês podem pegar a prisioneira ali e ir embora.
- Isso sempre funciona? – perguntou Mur.
- Claro que não! Além disso, existem outros Sindicatos, Companhias e Associações que possuem outras regras...
- Então tch...
- Pera aí, pera aí... deixa eu te dar um soco no estômago e depois você me dá uns tapas, assim pelo menos a gente tem uma açãozinha e tal...
Depois do duelo entre Mur e o guarda, o trio deixou a torre. Foi decidido que eles iriam até o salão de armas, pois o guarda afirmou que lá Eutoku Utérror passava boa parte de seu tempo.
Mur estava feliz de ter encontrado Difarola, mas havia mais um membro de seu grupo que não havia mostrado as caras. Mas tal problema teria que ser resolvido depois, pois o grupo chegou arrombando a porta do salão de armas (uma boa “dentada” de madeira resolveu o problema) e finalmente se depararam com o terrível Utérror.
O sujeito utilizava uma armadura de couro e uma capa marrom, que cobria boa parte de seu corpo. Possuia costeletas enormes e cabelos longos. Assim como Mur, era bigodudo, mas o seu era menos espesso e mais trabalhado. Ele jogava dardos alegremente em um alvo com a gravura de Mur Ronusrim. Em sua volta, cerca de 15 soldados o aplaudiam a cada arremesso. De repente, com a chegada dos visitantes, todos pararam e olharam os recém-chegados. Um silêncio profundo se seguiu. E então o caos estourou.
Eutoku mandou seus homens atacarem. Mur Ronusrim e Difarola Ceso avançaram também, pois não tinham como fugir. Logo ao lado, a bandinha de cordas e sopro que Utérror havia contratado para animar o ambiente, sem nada mais a fazer, começou a tocar e berrar a tradicional canção do centro-sudeste-continental, “Tosquiei meu cachorro pensando que fosse uma ovelha”. Além disso, Sinsalabim viu o Anel do Endo começar a brilhar intensamente e sentiu uma fraqueza repentina, além de que a voz na sua cabeça começou a contar piadas velhas. Como se não bastasse, Jah Biroba trespassou a parede de pedra da fortaleza como se fosse manteiga, estatelando-se no meio do salão. Ele havia sido arremessado violentamente, contra a sua vontade, por Pau Ladinha (não era possível dizer se isso tinha sido uma demonstração de afeto ou ódio).
Fim do segundo dia.
E agora? O que vai acontecer nessa fuzarca toda? Onde estará o(a) último(a) integrante do grupo de Mur Ronusrim? E o que ocorrerá quando o terceiro dia chegar ao fim?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Capítulo 4: Do Primeiro Dia e do Encontro com o Senhor da Floresta
- E ae Mur, vamos entrar pelo frente abrindo o açougue ou usaremos a famosa técnica do horse-boy entregador de pizza?
-E aonde diabos eu vou achar um cavalo agora pra usar isto Sinsalabas? A menos que você esteja pensando em ser o cavalo....
- Eu podia fazer uma crina com umas folhas de manjuba....
- Cale a boca Sin, é obvio que isto não vai rolar....está na hora de usar a primeira de minhas famosas táticas de guerra....chamada de.......PROCURAR A PORTA DOS FUNDOS.....huahuhauhauhau, meu mestre ficaria orgulhoso de mim agora.
Enquanto dizia isto pegou Sinsalabim pelo braço e juntos começaram a furtivamente dar a volta na fortaleza.
Porém pararam de súbito e tristemente Mur ajoelhou-se e foi obrigado a choramingar:
-Não tem porta dos fundos........
-E agora mestre, o que faria nesta situação? - filosofava Mur enquanto pensava no seu professor aclamado líder guerreiro e pensador nas horas vagas.
- O seu mestre eu não sei mas eu vou adiantar o meu disfarce de pangaré, já que tenho certeza que seria isto que meu tão querido manual me aconselharia, isto ou "invadir o local, matar todo mundo, pegar a mocinha e ir em direção ao pôr-do-sol".
-Mas não tem garota nenhuma....
- Por isto a fantasia.
E dizendo isto Sinsalabim já corria como uam gazela saltitante para o meio da floresta fazendo a maiora algazarra enquanto Mu se recompunha e o seguia desesperado. Enquanto procurava uma arvore para retirar o material necessario para o disfarce, Sinsalabim deu de cara com uma arvore gigantesca no meio da mata em uma clareira e para não se ter mais duvidas sobre a importancia da arvore ainda havia uma plaquinha com os dizeres "árvore sagrada, não tocar" algo que nosso héroi prontamente ignorou.
-Nossa que arvore gigante! Tenho de gravar meu nome nela - e dizendo isto foi logo raspando seu nome na arvore com a ajuda de uma pedra. Estava terminando quando Mur apareceu correndo apenas para fica mais branco ao ouvir um enorme rugido alto o suficiente para se ouvir a léguas submarinas de distancia.
-UUUUUUUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, que dodói. - este foi o rugido que ouviram os aventureiros, sem saber de onde vinha. Até que a arvore começou a se movimentar e a criar uma forma humanóide, enquanto olhava para aquelas pequenas criaturas (com o que deveriam ser os olhos).
-Quem de vocês ousou machucar a mim, o Grande Jah Biroba, senhor desta floresta?
Mur e Sinsalabim apontaram um ao outro a diferença que Mur usou seu dedo enquanto Sim usou a pedra que ainda escorria seiva para apontar para Mur enquanto diziam simultaneamente: - Foi ele!!!!
- Bom pequenhas manjubitchas não precisamos entrar em atrito já que nem doeu tanto assim e eu bem que precisava acordar, já fazia um bom tempo que estava dormindo estava na hora de acordar. Analisando a posição do sol, a conjuctura da luz das estrelas (em pleno meio-dia), a massa corporal das minhocas nas minhas raízes e usando Bháskara eu calculo que dormi por aproximadamente......CARALHO 250 ANOS....puta merda que sono mais longo, acho que bati meu próprio recorde....mas uma coisa agora me abalou que história vou contar a minha noiva Pau Ladinha, pra explicar todo este tempo fora de casa. Já sei. Como desculpas por terem me ferido vocês pequenas manjubitchas vão me arrumar uma desculpa para quando chegar em casa - finalizou Jah Biroba enquanto apontava (com o que eu deveria ser o seus dedos) ameaçadoramente para os dois pequenos coitados.
Mur: - Bom você poderia dizer que saiu pra comprar cigarros...(Ok, e depois?) Não sei, só pensei até esta parte. (Próximo)
Sin: - Diz que perdeu o dente postiço. (Mas eu nunca tive dente postiço)
Mur: - Você estava fora buscando vingança...(contra quem? deixa adivinhar você não pensou nesta parte)
Sin: Roubaram seu dente postiço (Ainda a história do dente, tu tem algum problema com dente postiço?)
Mur: - Esta é boa você......estava andado pela floresta quando......se perdeu. (Grrrrrrrr....eu sou a Porra do Senhor da Floresta como eu poderia me perder em casa?)
Sin - Você se perdeu quando estava buscando vingança contra quem comprava cigarros usando seu dente postiço. (você só misturou tudo, e porque raios alguem compraria cigarro usando um dente postiço????)
- CHEGA CHEGA, voces sao uns inuteis não vou mais perder meu tempo com pequenas criaturas sem cérebro como vocês acho que terei de levar seus cadaveres como um presente para Pau Ladinha - bradou Jah Biroba enquanto investia com seus longos galhos(que deveriam ser seus braços).
Sinsalabim que tudo que sabia na vida era desviar do perigo não estava tendo muita dificuldade em esquivar-se dos ataques de Jah, porém Mur que não era tão atlético assim, estava tendo maiores dificuldades e Jah se aproveita disto e já o estava encurralando e preparando seu golpe final exterminador em Mur, que provavelmente o teria exterminado se não fosse a intervenção de Sinsalabim.
Sinsalabim rapidamente percebeu que Jah mirava seus ataques no lento Mur, e logo estava fora do alance do inimigo, e poderia fugir tranquilamente e já começava suas passadas em direção a liberdade, quando parou de súbito e voltou para socorrer seu companheiro. Pode ter sido o sentimento de companheirismo, ou pode até ter sido o cansaço de ser um covarde e vontade querer ser um herói pelo menos uma vez na vida, ou quem sabe o medo da solidão numa terra estranha, talvez algum destes possa ter sido o motivo que impeliu Sinsalabim a porteger Mur, mas é certo que a imagem de uma arvore com quase o dobro do tamanho de Jah Biroba, correndo destruindo tudo pelo meio do caminho e gritando (Jah. Meu amorzinho você finalmente acordou) influenciou fortemente a decisão de Sin.
Mas lá estava Sinsalabim ao lado de Mur pronto para levar o golpe final e sem saber o que fazer, quando uma voz surgiu na sua cabeça lhe passando instruções para sobreviver ao combate. Sem opção melhor no momento e jpa acostumado com estas coisas de vozes estranhas na cabeça Sinsalabim fez o que a voz lhe indicou e rezou pra desse tudo certo. Mandou Mur se segurar nele e enquanto isto concentrou toda sua enegia na bunda (?!), que começou a brilhar com a força de mil sóis e mais rápido do que o soco de Jah, Sinsalabim voou contra a arvore lhe acertando uma forte cabeçada na boca (ou no que deveria ser a boca) e ainda por cima a força do golpe acabou lhe atirando por cima do muro do forte. Tudo isto enquanto sentia um calorzinho esquisito nas costas que ele nem quis imaginar se Mur teria algo a ver com isto.
Aterrisaram usando a melhor performance de saco de batatas, por sorte em um monte de feno próximo dos estábulos, Mur diria que não foi graças a sorte, mas sim graças a uma das técnicas de guerra, REZAR PELOS MELHORES RESULTADOS. Levantaram meio cambaleantes e logo foram abordados por dois soldados que vieram averiguar o barulho. Enquanto Sin ainda estava exausto pelo uso de seu poder e tentava pensar em alguma coisa pra fazer, logo viu os dois soldados serem nocauteados por Mur usando uma arma meio esquisita que lembrava um pedaço quebrado de madeira. Tiraram a roupa dos soldados e os amarraram num canto escuro. Vestiram as roupas e decidiram que estava muito cansados para fazer algo naquele dia, iriam procuram um lugar pra comer e dormir e no outro dia continuariam a procura por Utérror. Mas Sinsalabim não conseguiu conter a curiosidade:
-Que arma é esta?
- Sei lá, tava grudada em ti na hora que tu deu a cabeçada na arvore. É util por via das duvidas vamos guardar.
E dizendo isto Mur guardou o que para ele era um pedaço torto de madeira... Mas que para Jah Biroba (deveira ser seu dente postiço).
Fim do Primeiro dia
Será que uma ideia tão batida quanto se disfarçar com uniforme inimigo vai ser suficiente numa história eletrizante quanto está? Quem será a voz misteriosa na cabeça de Sinsalabim? Mur é ou não um fanfarrão? Jah Biroba conseguirá manter seu relacionamento com Pau Ladinha? Esperaremos
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Capitulo 3: A Profecia
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Capítulo 2: Sinsalabim Nas Terras Além Do Horizonte
Na mata próxima à praia, avistou um pé de Manjoba, com seus frutos cintilantes. Não teve dúvidas: utilizou suas últimas energias e foi até a árvore, colheu algumas manjobitchas e deu início à sua tão aguardada refeição. Mas então, foi interpelado por uma voz:
- Alto lá, verme desgraçado!!
Assustado, Sinsalabim se virou. Deparou-se com um meio-elfo, de longos (muito longos) e fartos (muito fartos) bigodes. Ele apontava uma besta para o nosso grande aventureiro. E estava de calças arriadas. Ao ver o rosto de Sinsalabim, o fulano mudou sua cara carrancuda para uma de alívio.
- Ufff... pensei que você era outra pessoa... foi mal... pode continuar com suas manjobitchas... Eu mesmo comi algumas. Estão uma loucura.
Simsalabim permaneceu imobilizado, a não ser pelos movimentos de mastigar de sua boca. O sujeito com as calças ao chão e a vergonha aparecendo, virou de costas, andou alguns metros até uma moita, situou-se de cócoras e, nitidamente, começou a fazer força. Então, nosso aventureiro não resistiu e indagou, com educação e nobreza:
- Mas que merda é essa? Você quase me espeta com essa porcaria e depois sai para adubar o mundo?! Não está vendo que eu estou todo detonado aqui?! Aponta essa bosta para o seu...
O meio-elfo, ao ouvir as lamúrias do campeão, parou imediatamente de fazer força, se levantou, agora levantando também suas calças, e grunhiu:
- Escuta aqui, estou me lixando para seus problemas. Estou cheio deles também. E me respeite. Sou o fabuloso Mur Ronusrim, um caçador de recompensas. Estou, juntamente com meu grupo, caçando Eutoku Utérror, um meliante da pior estirpe. Afinal de contas... quem é você?!
Sinsalabim, agora com a saúde em melhor estado, achou prudente cooperar, já que Mur estava armado.
- Sou Sinsalabim, o magnífico. Herói de incontáveis cidades, destruidor de um sem número de vilões e agora fugitivo da terra que sempre protegi e amei.
- Há! Quanta bobagem – riu Mur – tu não sabe mentir, pivete. Agora... só por curiosidade, você vem de que lugar?
-Só-Tem-Pedreira. Escapei de lá porque guerra e desastres de diversos tipos, formatos e tamanhos estão destruindo o lugar.
- HAHAHAHAHA!!! Finalmente aquela terra desgraçada foi pelos ares!!! Tu não vai acreditar... mas várias vezes os povos dessas bandas se uniram para invadir Só-Tem-Pedreira, mas aquela terra sempre dava um jeito de exterminar a invasão! Eu mesmo participei de uma dessas tentativas. Na ocasião, os navios da nossa frota acabaram esfregando os cascos em um recife de raros corais-prutz, que acabaram por danificar seriamente as naus. Se não bastasse, muitas embarcações estavam com varas de porcos selvagens vivos, para alimentar as tropas durante a campanha. De noite, alguns porcos selvagens de Só-Tem-Pedreira, não sei como, invadiram as caravelas e incitaram os nossos suínos a uma rebelião generalizada! A invasão foi pelos ares... Existem diversas outras tentativas de conquista, cada uma frustrada por alguma coisa impensável.
Sinsalabim não sabia o que dizer. Ronusrim mudou o assunto.
- Mas me diz uma coisa: como você sobreviveu todo o percurso marítimo naquela jangadinha?
- Primeiro: aquele ali é o Borgan III. Segundo: não é uma jangada. Acredito que esteja em uma categoria entre um iate e um galeão. Voltando a sua pergunta: é que, antes de tudo, ocorreram algumas chuvas. Apesar de eu ter vomitado com o enjôo, consegui água. E, antes de zarpar, eu apanhei uma vara, um gancho e um bom pedaço de cipó.
- Bem Pensado! Fez uma vara de pesca...
- Não tinha pensado nisso! – Exclamou Sinsalabim, levando a mão à testa. – Eu prendi o gancho na ponta da vara e fiz um arpão. Com o cipó eu fiz uma correia. Ficou bem maneiro. Mas não funcionou muito bem. Eu tentava espetar aqueles malditos peixes-espada, mas daí eu percebia que a ponta do arpão estava torta... foi bem frustrante. Me alimentei de algas, basicamente.
Mur ficou encarando em silêncio Sinsalabim por alguns segundos, não acreditando em seu relato. Finalmente, decidiu tratar de um assunto mais importante.
- Olha, mano, sei que começamos meio mal e tal... mas queria pedir uma força para você. É que aconteceu um infortúnio... Sabe, eu e meu grupo utilizamos uns aparatos mágicos para nos comunicarmos uns com os outros. O problema é que esse objeto é muito pequeno e relativamente parecido com uma manjobitcha. Pois bem... momentos atrás, decidi dar um break na minha caçada ao bastardo do Eutoku Utérror comendo umas frutas de Manjoba. E acabei por engolir o maldito comunicador mágico. Estou há meia hora tentando evacuar o equipamento.
- E eu com isso? – respondeu Sinsalabim.
- Então... não sei se você está ligado, mas muita gente, quando precisa urinar e não consegue, dá um jeito de arrumar uma água corrente ou uma outra pessoa para mijar, para dar uma incentivada. Dito isso... você não poderia tentar dar uma cagadinha ali no canto? De repente isso dá um “boost” no meu intestino e eu consigo reaver meu comunicador.
Comovido com o drama do caçador de recompensas, Sinsalabim decidiu ajudar. Escolheu uma moita particularmente confortável e tentou evacuar. Mas não conseguiu. Tentou de novo. Mesmo resultado. Já fazia dias que Sinsalabim não comia direito.
- Putz, cara, não tenho conteúdo no bucho para soltar. Não vai rolar.
Mur Ronusrim nitidamente entristeceu. Levantou-se e botou as calças no lugar. Ia se conformando quando, de forma surpreendente, os dois ouviram uma voz. Uma voz abafada, suja, indistinguível, não se sabe se jovem ou velha, masculina ou feminina. Saia de algum orifício do próprio Mur Ronusrim.
- Achei o Eutoku!! Estou perseguindo ele até o farol em ruínas no canto norte da ilha! Todo mundo, venham aqui me ajudar! – gritava a voz.
Mur Ronusrim por um momento riu. Parecia que tinha soltado um peido falante. Mas logo recobrou a compostura e o profissionalismo. Ia sair em disparada até o norte da ilha. Mas antes disso, decidiu aumentar suas chances contra o temível Eutoku Utérror.
- Ei, Sinsayajin, ou qual quer que seja o seu nome, não quer dar uma força? Estou precisando de alguém para ficar na minha fr... er... de um apoio tático. Tô pagando!
O nosso bravo herói, com boa parte de suas energias recobradas, não é de recusar desafios. E estava com medo de ficar sozinho naquela ilha (Sinsalabim tinha um trauma com farofeiros e temia que podia aparecer algum ali na praia).
- Vambora – limitou-se a dizer, pegando o remo e a caixa que estavam em sua embarcação e esperou Mur começar a correr, pois tinha sérias dúvidas para que lado ficava o norte.
E AGORA?!?!?! POR QUE SINSALABIM TEM FOBIA DE FAROFEIROS? ISSO É REALMENTE RELEVANTE?? MUDANDO DE ASSUNTO, SERÁ QUE SINSALABIM SE METEU EM OUTRA ENRASCADA?!?! QUÃO TEMÍVEL É O TAL EUTOKU UTÉRROR?!?!?! MUR RONUSRIM E SEUS ALIADOS, AGORA UNIDOS COM SINSALABIM, SERÃO PÁREO PARA ELE??!? QUE TERRA MISTERIOSA É ESSA EM QUE SINSALABIM SE ENCONTRA?!?! ACOMPANHE E DESCOBRIRÁ!!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Capítulo 1: Sinsalabim Renew
Ele lembrava um saco de batatas quando finalmente encontrou terra firme, acordou com muita dor de cabeça e no corpo, algumas imagens dançavam rapidamente por sua fragmentada memória. – O fim do mundo de Só-Tem-Pedreira, imagens do ultimo confronto entre o exército dos Anciões Negro-sábios e a Malfada Ordem de Malanderson. Imagens de batalhas constantes muita morte, violência, e , e naquinhos de porco selvagem comidos as escondidas, tudo isto narrado pela voz única de Zéma Loqueiro. A guerrra consumiu todos os recuros de Só-Tem-Pedreira e cruel como era ela, com certeza ainda tinha uma ultima carta na manga, caso desaparecesse levaria todos consigo e foi assim que em meio a erupções vulcanicas, tornados, insetos, unguentinhos misteriosos Só-Tem-Predeira encontrou seu fim.
E no meio de toda esta tormenta encontrava-se nosso valoroso héroi, um destemido campeão treinado nas Sete Artes da Fuga e da sobrevivência, tão safo que nem o fim do mundo conhecido conseguiu extermina-lo. Para aqueles que não tiverem oportunidade de conhece-lo e de escutar as inúmeras baladas escritas para homenagear seus feitos, dê-me a oportunidade de situa-lo.
Sinsalabim, é um hérói pouco usual, tendo conseguido vencer todos os desafios propostos pelo destino usando apenas sua mente afiada, infinita vontade de sobreviver e sua sorte, ou muitas vezes a falta dela. Saiu em aventura para buscar vingança contra seu maquiavelico tio Sinsaladim, e no caminho acabou enfrentando inumeras situações absurdas e pessoas inusitadas.
Retornando ao nosso presente aqui encontra-se Sinsalabim, em sua nau Borgan III, batizada em homenagem ao seu eterno companheiro de desventuras cujo paradeiro atual é desconhecido. Na realidade a nau, constitui-se de uma canoa surrupiada por Sinsalabim antes de fugir desesperadamente em direção ao mar, e apenas um remo, este sim um item digno de uma fábula só sua, já que havia sido um inocente pé-de-mesa, foi incinerado, transformado numa espada, destruída e agora devido a magia de Pah Painú Well restaurado no formato de um simple remo. Alias vale a pena constar que a canoa era um herança da família Well junto com o anel do Endo. Mas Sinsalabim nunca foi muito apegado a estas questões burocráticas e sobrevivia da maneira que conseguiiu com a canoa e no seu dedo anelar direito o Anel de Endo, que estava escondido em uma caixa na canoa.
O que aguarda Sinsalabim neste novo ambiente desconhecido? Haverá local ainda mais cruél do que a cruél Só-Tem-Pedreira? Quem era Brogan I e II? Quer saber mais sobre esta absurda história acesse sinsalabimsaga.blogspot.com